"Nossa Linda Juventude..."

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" Alegria...Formula de uma vida melhor"

sábado, 3 de abril de 2010

Símbolos da Páscoa: Aprenda seus significados

 
A Páscoa, para os hebreus, era a festa que celebrava a passagem da escravidão do Egito para a libertação. Para os cristãos significa a passagem da morte para a vida, com a morte de Cristo e sua ressurreição.

     Veja o significado de alguns símbolos:

   • Os ovos de Páscoa trazem a idéia de nascimento, começo de vida. Os cristãos primitivos aproveitaram o costume de presentear com ovos coloridos, realizado por muitos povos da antigüidade, para lembrar a ressurreição de Jesus. A substituição de ovos cozidos pelos de chocolate pode ser explicada pela abstinência de produtos de origem animal que alguns cristãos fazem durante a Quaresma.

   • O coelho tornou-se símbolo pascal por sua grande fecundidade. Representa a Igreja que, pelo poder do Cristo, é fecunda na missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.

   • O Círio Pascal, uma vela grande que é acesa no Sábado de Aleluia, significa “Cristo, luz dos povos”. Os símbolos Alfa e Ômega, nela gravados, querem dizer que “Deus é princípio e fim de tudo”.

   • A cruz simboliza o sofrimento e a ressurreição de Cristo.

   • O Cordeiro é o próprio Cristo, “filho e cordeiro de Deus” que foi sacrificado para salvar a humanidade.

   • O pão e o vinho, usados por Cristo na Última Ceia, eram os principais alimentos da época, e representam o corpo e o sangue de Cristo. São símbolos para celebrar a vida eterna.

   • Aleluia é uma palavra hebraica que significa "louvem o Senhor com alegria".

   • O bolo em forma de pomba, conhecido como colomba pascal, retrata a vinda do Espírito Santo de Deus.

Dinâmica - Mural da paz


 Este é um trabalho para ser mantido em exposição. Assim, outras pessoas terão a oportunidade de receber essa mensagem de paz. Este mural não inspira solidariedade apenas em quem trabalha nele, mas em qualquer um que esteja disposto a construir um mundo melhor. Uma opção que gera a inclusão é convidar grafiteiros da comunidade para fazer o mural da paz nas paredes da escola!



Material necessário: 


• Folhas de papel grande para forrar a parede;
• Tinta e outros materiais que se deseje utilizar na montagem;
• Cola ou fita adesiva.


Desenvolvimento: 


• O grupo faz um painel de papel para desenhar ou prepara uma parede para ser pintada.

• Tudo o que se tem a fazer é representar, cada um a seu jeito, o que entende por Cultura de Paz. É aconselhável colocar, no local que vai ser pintado, os seis pontos do Manifesto/2000: respeitar a vida, rejeitar a violência, ser generoso, redescobrir a solidariedade, preservar o planeta e ouvir para compreender.

• Cada participante começa trabalhando num pedaço do mural e, depois, todos podem interagir e completar os desenhos feitos por todos. Ao final, cada um pode completar o desenho com uma frase sobre o que acha necessário fazer para atingir a paz.

• Outro ponto importante desta atividade é o próprio resultado. Como as pessoas enxergam a questão da paz? Quais foram os elementos que mais apareceram? O que falta na nossa vida pessoal e coletiva para atingir essa paz?

Ano Internacional da Juventude


Novo ano, novos projetos, gente nova... 
e a bonita novidade da juventude em nosso meio. 
Que bom! Que graça de Deus! 

A ONU determinou este ano o Ano Internacional da Juventude. Não é interessante? Sem uma maior atenção à vida dos jovens e valorização dos próprios jovens consigo mesmo não há sociedade – nem Igreja! – que cresça. 

O tema deste Ano Internacional é ‘Diálogo e entendimento mútuo’ e o objetivo é estimular a unidade das gerações em vista da defesa de grandes ideais como: paz, direitos humanos, liberdade, solidariedade. Segundo a ONU, há uma grande intenção de motivar os jovens para o progresso mundial no combate da pobreza extrema, da fome, da mortalidade materna e infantil, da falta de acesso à educação e à saúde. 

“Vários eventos internacionais devem acontecer em agosto, incluindo o 5º Congresso Mundial da Juventude em Istambul, uma conferência global no México e os Jogos Olímpicos da Juventude em Cingapura.” (www.onu-brasil.org.br) 

Vamos divulgar esta boa notícia e aproveitar da ocasião para incrementar nossa opção pela juventude, provocar mais diálogo no meio dos jovens, melhorar as relações afetivas com eles, promover o Setor Juventude, apoiar a Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens, etc. Eles necessitam perceber que os amamos de fato e que a Igreja – como mãe – está pronta para um melhor entendimento mútuo em vista dos valores humanos, fortalecimento das comunidades, melhoria da sociedade. 

Potencializemos o trabalho junto aos jovens, estabeleçamos laços de amizade e sejamos criativos na evangelização junto a eles. Pode ter a certeza de que o ganho será para todos! Usemos dos meios de comunicação e das diversas oportunidades para a divulgação desta oportuna decisão da ONU. 

terça-feira, 30 de março de 2010

A Páscoa do Sertanejo


O Evangéio segundo o homi do sertão

Certo dia Deus acorda
Oia aqui pra baixo e diz:
- Oxente! Esse povo tá ficano doido é?!
Criei a terra, o céu e o mar
As pranta e os animá
E eles – homi e muiê
Mas tá um no prato do ôtro meteno a cuié,
Tão se acabano, acabano o praneta, moço
E oie que no iniço tudo era bão, desde esboço!

As injustiça tá arretada
Os homi só qué dominá
Os seres que se dize humano
Qué é mermo enfiá a faca no buxo do outro,
Como se diz entre eles mermo,
“Farinha poca meu pirão primero”
É tanta gente desumana precisano se consertar...
Já tô veno...
Vô tê que mostrá pra esse povo a agir como gente mermo...


Jesus meu fio, venha cá!
Oia pro desgracero que tá se assucedeno lá imbaxo
Minhas criatura prefirida meu fi!
Essa gente tem é sorte, vice
Pro mode se num fosse meu amô pro eles
Que é maió do que seus pecado
Eles tarium tudo arruinado, fritim,fritim...
Todo mundo lascado.


-Não se apoquente meu pai
A gente já vai arrersorvê esse causo
Num vai ser farci não
O cálice é pesado
E o que se tem nele, é amargo
Mas há o que se fazê.


- Ta bom meu fio
Entonce tu vá lá
Pra lá eu te enviu
Pra esse povo sarvá
Purque a iniquidade
Já num ta mais pra se guentá.
Num é que Jesus foi mermo homi?!
Desceu em forma de gente
Num ventre de uma tá de Maria
Lá de Belém da Judea
Muiê virge, valoroza, de fé
Sofreu restrição sociá da comunidade
E até mermo
De seu marido, José
Que num entendeu nadica de nada
Da gravidez inesperada.
Mas Deus-Paim mandô um anjo
Pro mode falá cum ele, o José
Através dum sonho
E expricá o acontecido
E só depois disso entonce
É que se ficô tudo compreendido.


Após muita aflição e perseguição
Nosso Sinhô teve que nascê num dormitório de jegue
Numa tá de manjedora lá
No meio de animá e de capim
Pro mode de não ter dindim
Pois num era de familia de posse
Êita que situação ruim...


Mas tudo acabou-se dano certo
Essa criança foi cresceno, cresceno...
Em artura, matutez e graça
Diante dos homi e de Deus.
Aos trinta ano foi batizado
Prum tá de João Batista, seu primo
Que vivia no deserto
Comeno uns garfanhoto e mé sirvestre
Pregano arrependimento
Às vibura da época
Escribas e farizeus
Ô raça de cabra safado...!
São piores do que um ateu...
Mas deixa isso pra outra conversa
Vamo dá continuidade ao causo em pauta.


Pois entonce, logo depois desse batismo
Nosso sinhô contemprô o Esprito Santo!
Que veio sobre ele e disse:
“Esse é meu fio amado
Em que tenho prazê danado!”
Aí sim o Nosso Sinhô começô seu ministero
Que foi grande de arruiná
As estrutura sociá da época.
É que ele – Nosso Sinhô,
Começô a curá
Libertá
Ensiná
Restaurá


Aos rico pregô pobreza de espríto
E aos pobre abraçô com riqueza de amô.


Mas um tá de Judas, um dos seu dircípro
Quis colocá tudo a perdê
Mas Jesus não ficou arretado com ele não
Já sabia de tudo...
Isso já tava inscrito nos prano divino
Pois pra o nosso Deusim nada é oculto.


Desde aí entonce
Nosso mestre foi cuspido
Deram com um caniço em sua cabeça
Puseram nele um pano avermeiado
E uma coroa cheia de espinho.
Fizeram gozação com ele, moço...
O chamano com muito sarro de “rei dos judeus”.
Colocarum num madeiro
O prego lhe fez muita dô
Os espinho lhe aprofundava o coro da cabeça
E ele, sufocado, agonizô.


Mas nosso Sinhô num desistiu não
Tava por demais arresovido
Prosseguiu
Se manteve firme
Até o finá ficô.

É aquela cruz era que nem mandacaru
Dolorida e espinhosa
Mas de onde se saia líquido em tempo sequioso
Dali saiu líquido precioso
Pra nossas arma banhar.
E como as água do velho Xico
Irriga, transforma, faz nossa vida briá.


Retirarum seu corpo da cruz
Colocarum num túmulo
Num negócio chamado sepucro 
O cemitério deles lá
E nele ficô até guarda a vigiá
Mas num adianto não
Mermo assim a pedra rolô
Ele resucitô
Ressurgiu dentre os môrto
Se levantô
Êita cabra arretado é o Nosso Sinhô!

E hoje Ele cum essa atitude de amor
Um candiêro eterno nos dexô
E nele a chama inapagarvi
Da esperança e do amô
Pra andarmo iluminado nesse mundo de escuridão
Viva a Nosso Sinhô!


de Weslley Moreira de Almeida
Feira de Santana - BA -