"Nossa Linda Juventude..."

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" Alegria...Formula de uma vida melhor"

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Grupos juvenis e o despertar da consciência


A experiência associativa faz parte da formação humana e ganha maior importância na adolescência e juventude, acontecendo de diversas formas. Mesmo na contemporaneidade, com o avanço tecnológico, percebe-se, de uma maneira reconfigurada, a necessidade que temos do encontro com o outro


Os grupos juvenis configuram-se como espaços de criação cultural e tornam-se canais de ar ticulação de identidades coletivas. Duas características são essenciais para conceituar este tipo de associativismo: possuem alguma perspectiva coletiva e um determinado grau de formalidade e organização. Neste sentido, um fã-clube, uma banda de música ou um grupo de igreja são exemplos de grupos juvenis, pois, além de afinidades pessoais e/ou amizades, há um objetivo comum que os faz se encontrarem de maneira planejada. 

Já no meio acadêmico, o conceito de tribalismo ganhou notoriedade a partir do sociólogo Michel Maffesoli. Embora o termo tenha se tornado corrente em veículos de comunicação e em pesquisas, é genericamente entendido como um determinado grupamento urbano característico (skatistas , punks ). Também tem outra dimensão conceitual, mesmo que muitas vezes todas essas definições se sobreponham. Participar de um grupo pode até ultrapassar barreiras territoriais, mas o sentido de pertença vai além de seguir o mesmo estilo e/ou filosofia.

Embora só 15% dos jovens brasileiros (segundo pesquisa do Projeto Juventude, publicada em 2004) participem de grupos jovens, podemos dizer que sua proliferação, principalmente em formatos menos institucionalizados e em ambientes mais populares, tem sido uma das marcas dessa geração. Por isso, precisam ser valorizados e reconhecidos como espaços educativos. Hoje, há uma infinidade de novas formas de participação juvenil e o desenvolvimento destes grupos mostra a disposição para contribuir com um mundo melhor, indo na contramão dos discursos generalistas de que o jovem é alienado ou desinteressado.
No entanto o grupo só será lugar de crescimento, amadurecimento e formação se permitir o conhecimento de si, a descoberta do valor do outro e o despertar para consciência coletiva. O grupo não pode ser um gueto . Seja em igreja, escola, ONG ou praça, deve entender que faz parte de um contexto e precisa estar aberto ao outro. Além de respeitar as diferenças e a diversidade dentro do contexto grupal, também é necessária a abertura para o diferente. A experiência de grupo saudável permite esse crescimento pessoal e coletivo, formando indivíduos que dialogam.


Tenho certeza de que  a vivência dessa relação de grupo (que amadurece), fizeram toda diferença na formação e na construção do projeto de vida desses jovens que por ele passaram.

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